A Meia Verdade de Elon Musk

Você provavelmente já ouviu (ou vai ouvir) falar de um tal de Elon Musk. “Uma mistura de Thomas Edison, Henry Ford, Howard Hughes e Steve Jobs”, segundo o biógrafo Ashlee Vance. Numa coisa, o visionário ainda se assemelha a Trump ou até mesmo Bolsonaro: Musk é um tuiteiro compulsivo. Eventualmente, suas declarações são superdimensionadas. Já era hora de desconstruir uma delas.


De acordo com o homem que quer colonizar Marte, 2019 será o ano da energia solar. Será? Bem, vamos aos números*:
O investimento global em energia renovável atingiu US$ 288,9 bi, superando combustíveis fósseis;


Pelo nono ano consecutivo, os recursos superaram US$ 200 bi;
O maior aporte foi para energia solar: US$ 139,7 bi.


Digamos que 2018 foi um ano de muito sol – o tempo tem sido. E onde está a chuva de verão? Na queda de 11% nos investimentos em energia renovável? Não necessariamente. A energia solar está ficando cada vez mais acessível, o que explica parte da equação.


Por último, o tempo – em qualquer sentido – ainda tem tudo para melhorar: o investimento em energia renovável foi três vezes maior do que na gerada por carvão e gás.


E a Insole não começou ontem. Estamos presentes em 12 estados, com mais de 600 instalações. Em outras palavras: temos muita autoridade.
Autoridade suficiente para dizer que a declaração de Elon Musk é uma meia verdade. Este não será o ano da energia solar. Ou melhor, não apenas este: os próximos também o serão.


O futuro é de muito sol.
*Fonte: Bloomberg